CPTM: entre perder o trem e perder a vida

Terça-feira, 29 Abril 2008

Muitas boas iniciativas no Brasil pecam por falta de cuidado com os detalhes.

A linha 9-Esmeralda da CPTM, que liga Osasco ao Grajaú, é um exemplo.

Nesse trajeto, o passageiro viaja com relativo conforto. Os trens têm ar condicionado. Alguns têm som ambiente - tocam repertório clássico. Nas estações, telas LCD informam e tocam clipes. A sinalização está sendo toda refeita, conforme as normas em uso pelo Metrô.

No entanto, quem desembarca na Estação Cidade Universitária e quer seguir andando para a USP tem que enfrentar o trânsito em alta velocidade que segue rumo à Ponte sobre a Marginal Pinheiros.

De um lado, o trem. Do outro, a Praça Arcipreste Anselmo de Oliveira. E nenhum equipamento urbano que ajude o pedestre nessa travessia.

O resultado é o que podemos ver na foto acima: pessoas correndo para não serem atropeladas.

Do outro lado da ponte, a situação é melhor: a curva do acesso é bem mais fechada, o que ajuda a reduzir a velocidade do trânsito. Além disso, há faixas de pedestre - que, ocasionalmente, são respeitadas.

A CPTM diz que a linha 9-Esmeralda será a primeira a ser transformada em metrô de superfície.

Mas, enquanto não melhorarem as condições de acessibilidade - quer dizer, enquanto não fizerem alguma coisa para impedir que seus usuários arrisquem a vida -, será difícil enxergar tal salto de qualidade…

2 Respostas para “CPTM: entre perder o trem e perder a vida”

  1. Travessia CPTM-USP: a resposta oficial « // Versão Zero Diz:

    [...] Travessia CPTM-USP: a resposta oficial Sexta-Feira, 9 Maio 2008 Aqui mesmo denunciei o perigo que é sair da Estação Cidade Universitária da CPTM rumo ä USP. E encaminhei esse post em forma de reclamação à Ouvidoria da CPTM. >> Entre perder o trem e perder a vida no caminho para a USP [...]

  2. Estação Cidade Universitária: a USP se manifesta « // Versão Zero Diz:

    [...] >> USP via CPTM, um trajeto perigoso [...]

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